terça-feira, 20 de novembro de 2007

O pior da Índia




Hoje eu vou falar da coisa que eu menos gosto aqui na Índia ou a única coisa que me deixa realmente indignada. Não são a sujeira nas ruas, a falta de respeito no trânsito, a poluição absurda, mas a maneira como as mulheres ainda são tratadas aqui. Estou longe de ser feminista (quero mesmo a desigualdade entre os sexos e que eles continuem mimando a gente!), mas ver as mulheres e meninas sendo tratadas como mercadorias pelos pais e depois como útero ambulante pelos maridos é revoltante.

Escrevo isso porque ontem li no The Times of India o caso de um pai que se casou com a filha de 15, com o consentimento da esposa e agora a garota está grávida! Vivendo em um vilarejo no norte do país, eles proibiram a garota de sair de casa para que os vizinhos não soubessem da gravidez. Mas foi inevitável, como toda mentira, e a notícia caiu como uma bomba no local. Tanto que a polícia teve que intervir para que os vizinhos não linchassem os pais. Também absurda é a maneira como ele convenceu a mulher a apoiá-lo: disse que tinha recebido uma mensagem do profeta Alá para casar-se com a mais velha das 3 filhas. Vou parar porque isso me dá náusea.

Com a globalização, os jovens estão tentando mudar isso e já se vê nas ruas garotas com roupas ocidentais, fumando, bebendo, trabalhando, mas ainda não muito poucas as que se atrevem, porque ficam “mal faladas” (êta coisa provinciana!). Aqui no meu bairro não é incomum ver essas meninas com burka apenas com os olhos descobertos. Minha companheira de apartamento, Lakshimi, é professora de História na universidade e me contou que um dia pediu a uma das alunas para ver seu rosto e a resposta foi: “não posso, professora, meu irmão está aí fora me vigiando e serei castigada se tiro a burka, mesmo sendo um pedido da senhora”. O sentido disso eu não sei.

A mesma Lakshimi, (esta sim feminista de carteirinha!) trabalha numa ONG que luta pelos direitos dos bebês do sexo feminino. Muitas nem chegam a nascer, porque os pais optam pelo aborto ao saber o sexo. E, segundo Lakshimi, as que nascem passam por situações tão absurdas como: comer o resto do que sobra das comidas dos irmãos (se não sobra, não comem); só os filhos vão à escola (a menina tem que ajudar nas tarefas domésticas); muitas jovens são trocadas por animais e casam-se antes dos 15 anos; trabalhar e estudar depois do casamento são coisas impensáveis, entre outras insanidades.

E não são apenas as indianas que sofrem não. Ser mulher e estar sozinha em Delhi é algo incômodo! Os homens te olham como se você fosse a última Coca-Cola no deserto, mesmo se você está com o corpo coberto. A pele branca aqui então é sucesso absoluto. A mulher pode ser muito feia, mas se for branquinha, não vai ter sossego. Se está com um ou mais homens num bar, táxi ou loja, por exemplo, os vendedores ou garçons simplesmente te ignoram, eles só se dirigem aos homens. Vida dura essa!

É uma sociedade extremamente machista e o pior é que, conversando com mulheres daqui, vejo que elas são resignadas e não têm esperanças de igualdade num futuro próximo. Melhor nem falar sobre as mulheres divorciadas e as lésbicas, que são simplesmente vistas e tratadas como lixo. Já os homens beijam-se, abraçam-se e andam de mãos dadas aqui, numa “adoração” mútua.

Bom, só para dizer que é muito bom ser mulher no Ocidente!!!!

domingo, 18 de novembro de 2007

Na reta final

Dhobi Ghat, Bombay


Dhobi Ghat

Saudades!


Trabalhando, trabalhando...

Comercio colorido em Darjeeling


Muito tempo que não apareço por aqui, eu sei. É que pode parecer que estou de férias pela Índia, mas a verdade é que trabalhei muito nas últimas duas semanas. Ralação mesmo! Agora estou de volta a Delhi e tudo me parece ainda mais estranho. Depois de conhecer um pouquinho mais da Índia, vejo a capital mais suja e caótica que antes. E vejo também o quanto eu gosto de estar aqui na minha “zona de conforto”. Espero que fique claro que todas as críticas que faço ao país não diminuem meu afeto pelo “Planeta Índia”.

Volto para Barcelona na semana que vem e isso tem despertado dois tipos de sentimentos antagônicos: estou ansiosa e super contente de voltar a CASA, ter minha vida de volta com Rodrigo, rever meus amigos, tomar uma cerveja com eles, conversar fiado, trabalhar na clínica, ir à universidade... mas também sei que poderia ficar aqui por muito mais tempo, há muito que conhecer e descobrir neste país que, segundo muitos dizem, será a “chave para o futuro da humanidade, porque sua população é a única no mundo capaz de entender a espiritualidade e de harmonizar as diferenças seguindo o conceito de unidade”.

Li isso num livro que comprei ontem sobre a Índia moderna escrito por um correspondente inglês do Financial Times que morou aqui por cinco anos. Não concordo com esse conceito de unidade não, porque falta muito (talvez todas as vidas e reencarnações) para que a igualdade e a não-violência pregadas por Gandhi sejam realidade aqui entre hinduístas e muçulmanos.
Apesar disso, quem consegue entender a Índia fica apaixonado, fascinado por esse país tão estranho e peculiar. Clichê total, mas é o que eu sinto, sem a pretensão de ter entendido a Índia.

Não poderia ter escolhido um país mais apropriado para fazer minha tese; não poderia ter escolhido cidade melhor para viver que Delhi (é pra rir! Outro dia uma psicóloga tcheca que conheci em Goa perguntou se eu estava com problemas familiares ou no casamento por ter vindo morar em Delhi. Segundo ela, os ocidentais que moram aqui só podem estar fugindo de algo – ou sendo muito bem pagos! hehehehehe); não poderia ter melhores experiências de vida das que tive.

No entanto, não pirei (era o medo da minha mãe), os problemas sociais mexeram muito mais comigo que a famosa espiritualidade indiana, não li Osho, não meditei, nao me vesti com saree e tentei sempre enxergar o que há por detrás dos problemas. Mesmo com todos os livros publicados sobre a Índia, duvido que um ocidental possa entendê-la sem passar um tempo por aqui. Uma coisa que me deixou maluca, por exemplo, foi a impontualidade dos indianos; eles simplesmente não conseguem cumprir horários. E eu, pontual a ponto de ser chata, quase infartava esperando por todo mundo aqui. Numa das entrevistas que fiz, tive que esperar por duas horas...

Estou escrevendo uma lista das coisas que fiz aqui na Índia que foram novidade na minha vida. Publicarei na semana que vem. Hoje é segunda e tenho que ir à universidade, conversar com meu tutor, organizar meus últimos dias de trabalho e aproveitar cada minuto. As fotos que coloco hoje são dos meus dias viajando: coisas bonitas que vi, saudades que tenho, lugares diferentes, como o “Dhobi Ghat”, esse local de lavar roupa coletivo, em Bombay, onde cinco mil homens vão diariamente lavar os milhares de quilômetros de roupa que chegam de todos os lados da cidade. O lugar é impressionante pelas cores e pelos golpes que eles dão nas roupas e lençóis.

Uma ótima semana a todos vocês.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Parentesis para a saudade de uma neta

15 de novembro de 2007. Hoje faz um ano que uma pessoa que eu amava com toda minha alma partiu para outro lugar e eu nao a vi. Mas nao tem problema, ela continua comigo aonde quer que eu va, dentro do meu coracao, como musa inspiradora.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Um paraíso depois do caos

Caminho para a praia
Não é so a gente que se refresca não!
Vendedora na praia
Pescadores em Benaulim
Foto para Rodrigo. Esses peixinhos ficam secando na estrada

Praia de Benaulim

Praia de Palolem (a mais famosa)

Palolem

Palolem

Minha pousada (verde, muito verde!)


É impossível falar de Goa e não usar clichês. Não sei se meus parâmetros mudaram radicalmente depois de 2 meses em Delhi e tudo que não tem poluição e buzina parece uma paraíso para mim, mas acho que não. O fato é que este lugar é tudo o que eu precisava!

Cheguei ontem (segunda) à tarde e a primeira boa surpresa foi o hotel, na verdade, uma pousada com jardins, árvores por todos os lados e uma grande piscina. Meu quarto é de uma simplicidade franciscana (ou gandhiana!), mas não importa, é limpo e não pretendo passar muito tempo nele.

Goa é o menor estado da Índia e é dividido em 3 zonas: Norte, Centro e Sul. No Norte, é onde os turistas vão atrás de sexo, drogas & rock and roll; é a parte mais popular e buscada pelos estrangeiros. No Centro é onde ficam a capital, o comércio mais forte e o aeroporto. E no Sul é onde estão as praias menos freqüentadas e paradisíacas. Segundo o guia, é para onde vão as pessoas mais velhas, as famílias com crianças e os que buscam tranqüilidade. É exatamente onde estou!

Meu povoado chama-se Benaulime os poucos habitantes vivem basicamente do turismo e da pesca. Na rua principal, só uma padaria, um mercado, um salão de beleza, um cyber café, mas várias agências de viagens e pousadas. De outubro a março, o lugar está cheio de turistas, a maioria, europeus e americanos.

A influência portuguesa aqui é visível na arquitetura, nos nomes dos hotéis e restaurantes (há “Furtado’s Beach House”, “Furtado Music”, “Furtado Shoes”) e na presença de igrejas católicas na capital – Panaji, que ainda não visitei. Aqui o catolicismo continua sendo uma religião importante. E nas ruas, as saias e roupas “ocidentais” superam os sarees.

As praias lembram as do Brasil (não tão bonitas, ok!), há coqueiros por todos os lados e aqui em Benaulim o turismo massivo ainda não acabou com o meio ambiente: são poucos os restaurantes na beira da praia e os ambulantes, apesar de ultra insistentes, não são muitos. Lembrei-me do Brasil porque as praias são imensas, é impossível ver onde começa ou termina (muito diferente de Barceloneta!).

Os habitantes daqui são extremamente amáveis e é o primeiro lugar na Índia onde alguém me ajudou e não cobrou nada. Isso não quer dizer, porém, que tudo aqui não gire em torno do dinheiro... Hoje tentei tirar uma foto de umas mulheres na estrada e elas ficaram bravas e diziam: “Picture for money! Give money! (sic)”.

Ontem (quarta) conheci a praia que dizem que é a mais bonita da região: Palolem, que fica ainda mais ao Sul. Vou parar de escrever porque acabou a luz e estou morrendo de calor. Para terminar, aqui vai um clichê, exatamente como comecei este post: Goa foi meu presente divino pelos meus 30 anos!

domingo, 11 de novembro de 2007

Bombay


Gateway of India

Hotel Taj Mahal
Uma cidade bem européia
Uma "cervejinha" no Leopold (estava na mesa ao lado!)

That's entertainment!


A Índia continua me surpreendendo. Nenhum lugar se parece a outro; nenhuma cidade lembra outra. Agora que estive nas 3 principais cidades do país – Delhi, Calcutá e Bombay – posso afirmar categoricamente: que bom que escolhi Delhi para viver estes 3 meses, porque se estivesse aqui em Bombay, não teria lido e estudado nem a metade do que fiz na capital.

Bombay são outros quinhentos. Bombay é Rio, é Barcelona e Delhi é São Paulo, é Madri! Quem me conhece sabe o que isso significa. Estou encantada com a cidade, não só pela modernidade, “limpeza” e os sinais de trânsito, mas pelo ambiente. Ninguém fica olhando para os ocidentais como se fossem fantasmas; os homens não olham “só” para os seus peitos; os casais andam de mãos dadas e se abraçam; na maioria dos lugares há papel higiênico nos banheiros e... há bares como no Brasil!

Escrevi esse post tomando uma cerveja no Leopold, que me pareceu uma mistura entre Bar da Lagoa e Cervantes, no Rio (será desespero minha comparação???). O garçom não parou de me fazer perguntas, mas tudo bem, já estou acostumada à curiosidade sobre minha vida.

Andei a manhã toda de ontem (domingo) pela cidade e as construções da época britânica fazem a gente se sentir numa cidade européia. Fui ao “Gateway of India” (todo um símbolo da cidade, de onde os ingleses partiram definitivamente rumo à Europa) e passeei por Khala Goda, a zona dos museus e galerias da cidade. Mas a única coisa que não vontade aqui é entrar em um museu. Para isso, Europa dá de goleada. Preferi andar pelas ruas e ficar abismada com a diferença em relação a Delhi.

Outra construção impressionante é o hotel Taj Mahal Palace & Tower. Curiosidade: orientado em direção ao porto e em frente ao Portão da Índia, foi construído em 1903 pelo industrial parsi J. N. Tatá, supostamente depois de que sua entrada foi negada em um hotel europeu da cidade por ser “nativo”. Há vários restaurantes e bares dentro do hotel e a parte de fora parece o Paseo de Gràcia, em Barcelona: lojas como Louis Vuitton, Montblanc, Moschino, Chanel, Versace, etc. Cadê a pobreza de Delhi?

Ainda não fui à praia (irei esta manhã) e sei que vou gostar ainda mais. Antes de falar do lado ruim, reproduzo aqui a definição de Bombay que está no guia – com a qual concordo 100%: “Apaixonante e carismática, Bombay (Mumbai) constitui o passado, o presente e o futuro da Índia misturados em uma urbe vibrante, super povoada e cheia de vitalidade, difícil de entender à primeira vista, mas tremendamente interessante”.

Como é o centro econômico do país e recebe milhões de turistas a cada ano, a malandragem aqui corre solta. E fui vítima do golpe mais imbecil do planeta, daí minha revolta no dia em que cheguei. O motorista do táxi que peguei no aeroporto, além de dar muitas e muitas voltas, trocou uma nota de 500 rúpias por uma de 100 e disse que faltava dinheiro. Troquei uma de 100 por outra de 500 e só percebi o golpe quando já estava no quarto do hotel. Senti-me tola e... norueguesa! heheheh

Fora isso, Bombay é tudo de bom. Para completar a manhã, me pararam na rua para fazer figuração em um filme de Bollywood! Eu e uns outros europeus que estavam passando pelo lugar de filmagem. Claro que não aceitei, mas esta cidade é muito divertida!




sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Viagem a Nepal

Quando o jipe pifou pela primeira vez
Adoro esta foto da fronteira. Eu estou na Índia, mas o guia (de vermelho) está no Nepal!
Hotelzinho na montanha (sem banheiro! O "banho" foi com um balde água quente)
Cozinha com fogão de lenha e muita gente!
Congelada? Eu?

Saquem o frio!
Eu, Rodri, Santosh (o guia) e irmãozinho
A gente com o Monte Kanchanzonga atrás

Por Rodrigo

Eu, nunca antes na vida, pensei em fazer uma aventura assim com a Helena. Sempre pensei que ela acabaria amarelando e eu, indo sozinho. Acho que ela não tem nem idéia do perigo mortal do tipo de direção em montanhas como esta, mesmo num 4x4. A estrada não é estrada propriamente dita, senão um caminho por onde sobem as mulas.

Nossa aventura começa em um Land Rover de 1960 com o motorista, o guia, a gente e dois irmãos adolescentes do guia (um cara chamado Santos, sabe-se lá o porquê!); o pneu estava tão careca que quase podia ver o ar dentro dele. A subida era de mais de 35 graus de pedra e barro e o motor do jipe estragou várias vezes no caminho, só chegamos ao final porque o motorista fez diversas gambiarras. Subimos 11 km entre precipícios e barrancos para alcançar o vilarejo onde dormimos (Tumling), a quase 3.000 metros de altura. O caminho de mulas não tinha mais de dois metros de largura: de um lado eram pedras e do outro, nem te conto!

Apesar do perigo, para mim é uma experiência espetacular, pois uma das minhas paixões é fazer 4x4. Senti-me super bem e relaxado em uma das nossas paradas no monastério de Cheetra, no Nepal, onde mora cerca de 30 monges budistas, e com as imagens majestosas do Himalaia e do frio gostoso (o mesmo que está acabando com a Helena!). hehehehe

Como este blog não é meu e sou apenas um intruso, não vou falar da hospedagem nem da comida (mas adorei e comi de tudo, gostei principalmente da maneira caseira como a comida é feita). Fiquem agora com a versão da Helena (congelada e branca depois do susto da subida. Tanto que perdeu a cor amarelada de todo o curry que anda comendo na Índia!).

Beijos e abraços do Rodrigo no Nepal.

PS da Helena: Rodrigo me ditou todo o texto em português, claro que fiz algumas correções, mas 80% é ele mesmo!
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Por Helena

Como sempre digo, Deus é muito bom comigo. No dia anterior à viagem, decidimos não fazer os 22 km a pé, já que não tínhamos roupa nem tênis apropriados, e sim pagar por um jipe. Foi a decisão mais sábia, porque tenho certeza de que só sairia daquela montanha numa ambulância ou no caixão! A subida era indescritível e o frio, inacreditável!

Mesmo no jipe, foi aventura demais pro meu gosto! Poucas vezes, porém, vi o Rodrigo aproveitando cada segundo e rindo de tudo. E eu só pensava: “Puta que pariu! Onde fui me meter?”. O carro estragou 3 vezes durante o percurso, que durou mais de 2 horas, e achei que teríamos que subir ou descer a pé. Cada um deve aprender seu limite – o meu é bastante reduzido no que diz respeito a aventuras. Subir uma montanha no Nepal no inverno não é coisa pra mim – mesmo em jipe! Realmente foi uma aventura única, porque não haverá uma segunda vez!

A ida ao monastério valeu muito a pena. É no meio do nada e é difícil imaginar como 30 pessoas podem viver em um lugar como aquele. Mais uma vez, a fé me comoveu e esta é a única explicação que vejo para a vida nesse lugar inóspito e longe de qualquer vestígio de civilização.

Chegando ao vilarejo – com o corpo todo doendo pelas pedras do caminho -, a paisagem é linda e me senti realmente privilegiada por estar vivendo isso. É uma “casa grande” com fogão a lenha e o cheiro da cozinha me lembrou o cheiro da roça em São João quando eu era criança. Havia uns turistas americanos e europeus que pararam para comer e descansar antes de continuar subindo. Admiro mais que nunca essa gente – mas também acho, mais que nunca, que lhes falta um parafuso! Nunca vou entender a graça de subir uma montanha com todas as condições adversas... (cabecinha limitada essa minha!).

Acho que estávamos e uns 3 ou 4 graus e estava congelada (saía fumaça da boca mesmo dentro do quarto). À noite, eles acenderam a lareira e, outra vez, comprovei que Deus é meu parceiro: não tínhamos tomado um dos vinhos que o Rodrigo trouxe e isso ajudou a suportar a noite. Quem guarda tem, como dizia meu avô Bastião!

Enfim, mais uma experiência para contar aos meus netinhos, mas eu gosto mesmo é de neon e óleo diesel. Com frio e com a bunda e o pescoço doendo, sinto falta de Delhi. Quem diria! O melhor de tudo foi a cara do Rodrigo ao ver o amanhecer no dia seguinte com as montanhas nevadas ao fundo. Por sorte, o dia estava claro e vimos o ponto mais alto da Terra (Monte Everest, com 8.848m) e o 3º mais alto (Monte Kanchanzonga, com 8.598m).

Já estamos em Delhi e amanhã (sábado) Rodrigo toma um avião para Barcelona e eu vou para a parte final das minhas andanças pela Índia: Bombay e Goa (praia e calor, porque ninguém é de ferro!). Dia 16 volto a Delhi, quando terei 2 semanas de trabalho ininterrupto e... casa!

Olha que coisa mais linda!

Entrada Observatory Hill (Darjeeling)
Templo Observatory Hill

Mantras em Observatory Hill

Monasterio de Ghoom (Darjeeling)
Interior do Monasterio de Ghoom

Cheetra Monastery (Nepal)

Interior Cheetra Monastery

Sala de meditacao em Cheetra Monastery


Cheetra Monastery


Os monasterios budistas sao uma coisa a parte na India e no Nepal. Deixo com voces as fotos lindas e conto pessoalmente nossa experiencia em dezembro.